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Gestão de Dados

Os dados científicos são registros realizados durante uma pesquisa. Podem ser vinculados ao um pesquisador ou a um grupo ou núcleo de pesquisa. Tais dados podem assumir muitas formas diferentes, e suas definições podem variar com base na comunidade de pesquisa.

Existem outros produtos de pesquisa importantes que podem precisar ser fornecidos juntamente com os dados para que os dados sejam significativos e para que possam fornecer suporte à uma análise secundária. Estes podem incluir livros de códigos, questionários, descrições de metodologias, relatórios, cartazes de conferências, artigos, sites ou blogs, etc.

Para que os dados científicos sejam disponibilizados, é necessário um gerenciamento eficiente. O gerenciamento de dados se refere ao manuseio diário e ao fluxo de trabalho de dados de pesquisa durante a fase ativa de um projeto, bem como às práticas que suportam a preservação, o acesso e o uso a longo prazo após a conclusão do projeto. Essas atividades podem incluir planejamento, documentação de dados, formatação de dados, armazenamento de dados, anonimização de dados e controle de acesso a dados.

É importante ressaltar que o dado precisa ser fornecido em condições que permitam a sua reutilização e redistribuição, incluindo o vínculo com outros conjuntos de dados. Os princípios FAIR (2016) (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable) definem princípios para que os dados científicos sejam localizáveis, acessíveis, interoperáveis e reusáveis. Para atingir cada uma dessas metas, são estabelecidos sub-princípios em relação aos dados propriamente ditos e aos metadados (descrição dos dados).

O Data Management Plan (DMP), ou Plano de Gestão de Dados, é um documento formal que descreve os dados produzidos durante um projeto de pesquisa e descrevem estratégias de gerenciamento de dados que serão implementadas durante e após a fase ativa do projeto de pesquisa. Os DMPs também descrevem detalhadamente todos os aspectos do gerenciamento de dados que ocorrerão durante todo o ciclo de vida dos dados da pesquisa, quando os dados estiverem sendo coletados, organizados, documentados, compartilhados e preservados.

Segundo o Digital Curation Centre (2014) as perguntas para a construção de um DMP, envolvem:

  • Quais dados você coletará ou criará?
  • Como os dados serão coletados ou criados?
  • Que documentação e metadados acompanharão os dados?
  • Como você administrará qualquer questão ética?
  • Como você vai gerenciar os direitos autorais e os direitos de propriedade intelectual?
  • Como os dados serão armazenados e armazenados durante a pesquisa?
  • Como você vai gerenciar o acesso e a segurança?
  • Quais dados devem ser mantidos, compartilhados e / ou preservados?
  • Qual é o plano de preservação a longo prazo para o conjunto de dados?
  • Como você vai compartilhar os dados?
  • São necessárias restrições ao compartilhamento de dados?
  • Quem será responsável pelo gerenciamento de dados?
  • Quais recursos você precisará para implementar seu plano?

 

Cada agência de fomento à pesquisa possui critérios específicos ao gerenciamento de dados. Mas os pesquisadores podem consultar a ferramenta DPMTool (https://dmptool.org/) ou o Digital Curation Centre (http://www.dcc.ac.uk/resources/data-management-plans).

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desde outubro de 2017 exige um Plano de Gestão de Dados dentro da modalidade Projeto Temático. Contudo, a agência de fomento paulista já afirmou que neste ano a obrigatoriedade da apresentação do plano deve se estender gradativamente para outras modalidades de apoio, como as propostas de Auxílio à Pesquisa – Regular, Jovem Pesquisador, bolsas de Doutorado e de Pós-doutorado. É possível encontrar mais instruções da FAPESP pelo link: http://www.fapesp.br/gestaodedados/.