IGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: MAIS DE CINQUENTA ENTIDADES LANÇAM EDITAL PÚBLICO

    Até o dia 29 de novembro ficam abertas as inscrições para o Edital Público Igualdade de Gênero na Educação Básica: prevenindo violências, enfrentando desigualdades e promovendo direitos.

    IGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: MAIS DE CINQUENTA ENTIDADES LANÇAM EDITAL PÚBLICO


    Propostas de planos de aula, projetos interdisciplinares e sequências didáticas podem ser apresentados até 29/11. As dez mais criativas e engajadoras serão reconhecidas publicamente em cerimônia com o Fundo Malala.


    Até o dia 29 de novembro estarão abertas as inscrições para o Edital Público Igualdade de Gênero na Educação Básica: prevenindo violências, enfrentando desigualdades e promovendo direitos. Escolas, universidades, organizações da sociedade civil, coletivos juvenis, movimentos sociais e profissionais de educação estão convidadas/os a apresentarem propostas de planos de aula, projetos interdisciplinares e sequências didáticas.


    Serão valorizadas propostas que articulem gênero, raça e diversidade sexual em uma perspectiva interseccional.

    As propostas aprovadas serão reconhecidas publicamente em evento virtual e vão compor um banco de aulas público, disponível para todas as escolas do Brasil. As dez mais criativas e engajadoras receberão um leitor digital
    e uma bolsa de estudos para um curso à escolha no Centro de Formação Educação Popular, Cultura e Direitos Humanos da Ação Educativa.

    Acesse o edital completo:  http://generoeeducacao.org.br/edital-igualdade-de-genero-na-educacao-basica/ 

    Promovido por diversas instituições e redes comprometidas com a luta pelo direito humano à educação de qualidade, pela democracia e pelos direitos das crianças e dos adolescentes, das mulheres, da população negra e da população LGBTQI+, o Edital Público visa reconhecer as iniciativas e os acúmulos de educadoras, educadores e comunidades escolares; promover intercâmbios; inspirar novas experiências e reagir à imposição de censura e
    autocensura por parte de movimentos ultraconservadores que atuam em uma perspectiva anticiência e contra direitos conquistados pela sociedade brasileira nas últimas décadas.

    Reafirmando os marcos legais que dão base à promoção da igualdade de
    gênero nas escolas, as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em
    julgamentos históricos, ocorridos ao longo de 2020, definiram como
    inconstitucional a atuação autoritária desses movimentos que defendem a
    proibição do debate de gênero nas instituições de ensino. Além disso, o
    STF
    determinou como dever do Estado brasileiro a abordagem de gênero na
    escola
    como forma de prevenir a violência e o abuso sexuais sofridos por
    crianças,
    adolescentes, mulheres e a população LGBTQI+ em geral. Por meio de suas
    decisões, o STF reafirmou os princípios constitucionais da liberdade de
    cátedra do professorado, da pluralidade pedagógica, da liberdade de
    ensinar
    e aprender e o direito de estudantes acessarem conteúdos escolares e
    conhecimentos científicos ainda que estes contrariem as crenças e
    doutrinas
    de suas famílias.

    Para Denise Carreira, coordenadora institucional da Ação Educativa e
    ativista da Rede Internacional Gulmakai, fundada por Malala Yousafzai
    (Prêmio Nobel da Paz), a abordagem da igualdade de gênero nas escolas é
    fundamental para a construção de uma cultura democrática no Brasil. “Não
    tratar de gênero gera e alimenta diversos problemas sociais: o abuso
    sexual
    de crianças e adolescentes, a violência contra mulheres, a violência
    contra
    a população LGBT, o genocídio da juventude negra, a discriminação
    sofrida
    por mulheres negras e tanta outras desigualdades. Precisamos promover a
    igualdade de gênero nas escolas como parte do direito à educação de
    qualidade, do direito ao acesso ao conhecimento científico e combater
    toda
    a desinformação, preconceito e pânico moral”, afirma.

    Com o apoio do Fundo Malala, a promoção do Edital conta com as seguintes
    organizações, redes e núcleos de pesquisa: Ação Educativa; ABEH -
    Associação Brasileira de Ensino de História; ABGLT - Associação
    Brasileira
    de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos;
    ABIA-
    Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS; ABLBTI - Associação
    Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo;
    AMNB
    - Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras; Anaí -
    Associação Nacional de Ação Indigenista; ANAJUDH-LGBTI - Associação
    Nacional de Juristas pelos Direitos Humanos LGBT; ANDES - Sindicato
    Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior; Anis -
    Instituto
    de Bioética; ANPED - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em
    Educação; ANTRA - Associação Nacional de Travestis e Transexuais; Artigo
    19; Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Catarinas; Cedeca CE -
    Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará; CFemea - Centro
    Feminista de Estudos e Assessoria; Cidade Escola Aprendiz; CLADEM Brasil
    -
    Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da
    Mulher;
    CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; CONAQ -
    Coletivo Nacional de Educação da Coordenação Nacional de Articulação das
    Comunidades Negras Rurais Quilombolas; CONIC - Conselho Nacional de
    Igrejas
    Cristãs do Brasil; CONTEE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em
    Estabelecimentos de Ensino; De Olho nos Planos; Defensoria Pública do
    Estado de São Paulo – Núcleo de Defesa e Promoção dos Direitos das
    Mulheres; DIVERSIAS - Grupo de Estudos em Diversidade, Educação e
    Controvérsias da PUC-Rio; ECOS – Comunicação e Sexualidade; EdGES -
    Gênero,
    Educação e Cultura Sexual da FEUSP-CNPq; FOPIR - Fórum Permanente de
    Igualdade Racial; GADvS - Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e
    de
    Gênero; GEERGE Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da
    Faculdade de Educação UFRGS; Geledés – Instituto da Mulher Negra; GEPCEB
    -
    Grupo de Estudos e Pesquisa: Conservadorismo e Educação Brasileira da
    UFF;
    GPTEC- Grupo de Pesquisa em Tecnologia Educação e Cultura da IFRJ; IDDH
    -
    Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos; Instituto Patrícia
    Galvão
    – Midia e Direitos; Justiça Global; LAEDH - Laboratório de Educação em
    Direitos Humanos do Colégio Pedro II; MMM-SP - Marcha Mundial de
    Mulheres;
    Movimento Educação Democrática; Nzinga - Coletivo de Mulheres Negras de
    Belo Horizonte; NOSSAS - Rede de Ativismos; Odara - Instituto da Mulher
    Negra; OLÉ - Observatório da Laicidade na Educação; PCESP- Professores
    contra o Escola sem Partido; Plataforma Dhesca; Portal Catarinas; REPU –
    Rede Escola Pública e Universidade; SBEnBio - Associação Brasileira de
    Ensino de Biologia; SPW - Observatório de Sexualidade e Política; Terra
    de Direitos; UNCME – União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação.